Zona A1 (Zona da barra e ante-porto)

É uma área constituida essencialmente por sedimento arenoso e areno-vasoso, variando a profundidade entre os 2 e os 10 metros e sendo ladeada por zonas de praia e de substracto rochoso. Neste local são realizadas amostragens com três tipos de artes de pesca, o arrasto de vara, o tresmalho e a redinha, que devido às suas diferentes características originam capturas distintas, aliadas aos censos visuais em mergulho, o que permite uma caracterização mais completa das espécies de peixes que aí ocorrem.

Nesta área a comunidade apresenta uma elevada diversidade, sendo capturadas diversas espécies de peixes com elevado valor comercial, nomeadamente, sardinha (Sardina pilchardus), robalo (Dicentrarchus labrax), dourada (Sparus aurata), rodovalho (Scophthalmus rhombus), língua (Dicologoglossa cuneata), azevia (Microchirus azevia), raia (Raja undulata) e linguados ( Solea senegalensis, Solea lascaris). Aqui foram capturadas igualmentes savelhas (Alosa falax), que sendo um migrador anádromo (sobe o rio para desovar) apresenta um estatuto de vulnerável para o território nacional.

Outros grupos utilizam igualmente esta zona nomeadamente a santola (Maja squinado) e o choco (Sepia officinalis).

Através da observação em mergulho pretende-se quantificar as espécies que ocorrem nas zonas de rocha e que não são acessiveis às outras artes. Destas destacam-se diversas espécies de cabozes (Gobius paganellus, Parablennius pillicornis, Parablennius gattorugine, Gobius niger, Tripterygion delaisi, entre outros), rascassos (Scorpaena porcus e Scorpaena notata), bodiões (Ctenolabrus rupestris, Symphodus bailloni, Symphodus roissali) e uma grande quantidade de juvenis de safia (Diplodus vulgaris) sargo (Diplodus sargus) e salema (Sarpa salpa).
 
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