Os estuários são ambientes conhecidos por albergarem, normalmente, uma comunidade de peixes bastante diversificada. É-lhes atribuida uma importância significativa para a reprodução e crescimento de diversas espécies de peixes, crustáceos e moluscos, algumas com interesse comercial e alvo de pescarias em mar aberto.

O estuário do Rio Arade foi, até este momento, alvo de somente um estudo sobre ictiofauna, que englobou apenas 6 meses de amostragem. Estando este rio em constante desenvolvimento, e sofrendo uma pressão significativa por parte dos aglomerados urbanos (Portimão, Silves e Ferragudo) que se situam nas suas margens, é fundamental conhecer e identificar as áreas mais sensíveis e mais importantes para as diversas espécies de peixes que aqui se encontram.

O projecto Arade, numa primeira vertente, estudou os ictiopovoamentos (povoamento de peixes) do estuário do Arade em termos de composição por espécies (diversidade, variações espaço-temporais, abundâncias) e a sua relação com o meio ambiente (utilização de habitats, recrutamento, parâmetros ambientais), com especial ênfase para as fases juvenis de espécies com interesse comercial.

Para este estudo recorreu-se a diversos métodos de amostragem (ver artes de pesca), de modo a cobrir os diversos habitats existentes no estuário, bem como capturar e observar os diferentes tipos de peixes como os bentónicos (peixes de fundo) os demersais (coluna de água junto ao fundo) e os crípticos (sedentários associados ao substracto rochoso), tanto em estado juvenil como adulto.

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